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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 4 - Análise

Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 4 - Análise

A despedida da série.




Apesar da manga de Naruto ter terminado há mais de um ano, só agora é que os fãs receberam o capítulo final da saga Ultimate Ninja Storm, que ao longo dos anos foi acompanhando a história e adicionando as novas personagens e as formas que iam aparecendo nos novos capítulos. Inicialmente, o último jogo estava previsto para Setembro, mas a CyberConnect 2 decidiu adiar o lançamento para garantir que Ultimate Ninja Storm 4 oferece a qualidade à qual os fãs se habituaram em jogos anteriores. Este é também o primeiro jogo de Naruto para a PlayStation 4 e Xbox One, pelo que naturalmente as expectativas são elevadas e há bastante entusiasmo por parte dos fãs.
No entanto, mesmo no papel de fã, tenho que colocar a euforia de lado e dizer que Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 4 deixa a desejar em alguns aspectos centrais. Não deixa de ser um jogo com vários méritos e triunfos, mas a CyberConnect deixou arestas por limar. Por arestas por limar, estamos a referir-nos principalmente aos modos online, que na versão que testamos (Xbox One), simplesmente não funcionam. Mas vamos falar disso mais adiante.
Em primeiro lugar vamos tratar do modo história, que tem sido ao longo da série o pilar central. O modo história dos jogos Ultimate Ninja Storm ganhou a reputação de ser uma das melhores adaptações aos videojogos de um anime / manga, e em parte, isso ainda é verdade aqui. A conclusão da história de Naruto apresenta os confrontos mais épicos e com a maior escala de sempre, e todos esses momentos estão em Ultimate Ninja Storm 4, desde a luta com o monstro Ten-Tails à súbita transformação de Madara na Mãe do Chakra. Todavia nem sempre a conversão da CyberConnect2 para o videojogo parece ser a melhor.

Em jogos anteriores, os momentos mais épicos e as conclusões das batalhas apareciam na forma de QTEs (Quick-Time Events), um método ainda usado várias vezes em Ultimate Ninja Storm 4 e que funciona na perfeição. Todavia, para contar alguns momentos da história, a CyberConnect2 decidiu usar imagens estáticas com alguns efeitos para parecerem que estão animadas. Estas imagens aparecem sobretudo no início do modo história e tornam-no aborrecido. Em jogos anteriores, parecia que não havia diferença entre ver o anime e jogar, tal era a qualidade das animações no modo história, mas o uso das imagens estáticas quebra essa magia.

O modo história de Ultimate Ninja Storm 4 começa já no meio da Quarta Grande Guerra do mundo ninja. Se nunca viram ou leram Naruto, provavelmente vão perceber muito pouco ou nada. Ainda assim, a história regressa atrás e algumas vezes até mostra cenas que já foram mostradas em jogos anteriores, como a infância de Obito e Kakashi. Por vezes, a história divide-se em dois ramos, mostrando perspectivas de eventos que estão a acontecer simultaneamente. Há inclusive alguns momentos secundários, que não são obrigatórios para chegarem ao final. Mas a maior diferença face a Ultimate Ninja Storm 3, é uma separação entre o modo história e o modo aventura. Antes estes dois modos estavam unidos, agora aparecem separados.
De realçar que o modo história de Ultimate Ninja Storm 4 é não é muito longo e só arranca verdadeiramente na segunda metade. A primeira metade é bastante parada e passamos mais tempo a olhar para imagens estáticas de diálogos do que a jogar. Em parte a culpa não é da CyberConnect2. Depois de Ultimate Ninja Storm 3, a verdade é que já não existia muita história de Naruto para contar, e isso nota-se aqui. O estúdio tentou ao máximo esticar a história, mas acabou por dar origem a demasiados momentos mortos. Nunca passei nenhuma cinemática à frente, mas a vontade surgiu várias vezes.
Cada segmento da história continua a lançar o desafio de cumprir objectivos opcionais, algo que já tinhamos visto em Ultimate Ninja Storm 3, no entanto, esses objectivos parecem exagerados e despropositados. Os objectivos adicionais são tantos que às vezes temos que gerir a barra de vida do adversário para que ele não morra antes de cumprirmos todas as tarefas. Antes, os objectivos adicionais eram uma boa forma de nos desafiarmos, mas agora a sensação é que se tornaram num fardo, numa tarefa aborrecida na qual escolhemos para participar apenas para desbloquearmos os bónus.
Terminado o modo história, podem passar para o modo aventura, que acontece depois do fim da guerra. Neste modo poderão visitar e navegar pelas várias aldeias do mundo ninja enquanto cumprem tarefas. Há também a oportunidade de reviver combates do passado (que não são mostrados no modo história) através dos fragmentos de memória. Este é modo razoável para aqueles que querem prolongar a longevidade dos modos a solo, sobretudo pela possibilidade de reviver antigos combates. Contudo, dado que este modo acaba por contar, levianamente, a história que ficou para trás, uma união com o modo história fazia mais sentido.

Onde o jogo brilha é na sua jogabilidade, representação das personagens e dos seus respectivos ataques. Em termos de quantidade, Ultimate Ninja Storm 4 é o jogo mais completo da série, tendo mais cima de 100 lutadores se contarmos todas as variações existentes. Além disto, exitem novos Awakenings e Ultimate Team Jutsus. É aqui que se encontra o verdadeiro valor do jogo. Os combates são espectaculares, rápidos e fluídos. Embora pareça inicialmente simples, já que para atacar e fazer combos basta carregar continuadamente no botão B, existe alguma profundidade no sistema de combate e vários truques para aprender, como cancelar ataques sem gastar Chakra e aprender a contra-atacar.


Ultimate Ninja Storm 4 é realmente maravilhoso enquanto estamos a combater, o problema é que existem coisas à volta do jogo que o puxam para baixo. Além das falhas apontadas no modo história, é impossível desfrutar dos modos online. Depois de várias tentativas, apenas consegui encontrar uma partida, e essa mesma partida tinha latência notável. Das outras vezes que tentei encontrar uma partida, fosse através do sistema de procura rápida ou criando a minha própria sala, tanto no modo Ranked como no modo Player, o jogo apresentava, passado pouco tempo, uma mensagem de erro. Depois de uma procura rápida em vários fóruns, descobri que não estou sozinho. Vários jogadores relatam o mesmo problema. Amanhã faz uma semana desde que o jogo chegou às lojas e ainda não há uma actualização / resposta da CyberConnect 2 ou Bandai Namco.


Ora, sabendo que o jogo foi adiado, e que há um grande reaproveitamento dos conteúdos dos jogos anteriores (em termos de personagens, animações e ataques), seria de esperar uma experiência altamente polida. Todavia, não é isso que obtivemos. Os modos online não estão funcionais, o que é inadmissível. Para muitos, os modos online são principal apelo deste jogo, e para outros é uma forma de prolongar a longevidade. Sendo assim, estamos limitados aos modos offline. É divertido jogar com os amigos, mas sem online, estes terão que estar ao vosso lado. Também podem aventurar-se no modo de sobrevivência, que tem várias dificuldades e desafios, e participar em torneios.
Então, este não é um final feliz para a série Ultimate Ninja Storm, contrariamente à história da manga. Estava tudo reunido para que este fosse o melhor jogo da série, mas devido às decisões questionáveis da CyberConnect2 para o modo história, e aos problemas dos modos online, culminou numa desilusão. A jogabilidade é realmente fantástica bem como a quantidade de personagens e a forma como este universo está representado, pelo que é verdadeiramente uma pena que o resto não cumpra os mesmos padrões de qualidade. Mas se estiverem dispostos a conviver com estes compromissos, ainda há aqui alguma diversão para os fãs.

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